O blog Como tudo funciona em reportagem da UOL, listou os 10 personagens mais divertidos do quadrinhos de todos os tempos:
Asterix & Obelix
O único temor é que o céu desabe sobre suas cabeças. Fora isso, eles não têm medo de nada. Legiões romanas, feiticeiros egípcios, belgas valentes, piratas, godos, vikings, não há ameaça que faça um grupo de irredutíveis gauleses mudar a boa vida que levam. Seja em sua aldeia no norte da Gália, último reduto não conquistado pelo Império Romano, ou em outras partes do mundo antigo, as aventuras de Asterix, Obelix e companhia começaram a ser contadas pelo ilustrador Albert Uderzo e pelo roteirista René Goscinny em 1959. Desde então, foram 33 álbuns com histórias que viraram clássicos dos quadrinhos traduzidos em 107 línguas e dialetos, que venderam mais de 325 milhões de exemplares, na conta de seus criadores. Além do talento expresso nos desenhos e nos roteiros bem-humorados, o segredo do sucesso das historinhas de Asterix, o gaulês, passa pelo tema universal da vitória do mais fraco sobre o mais forte.
Charlie Brown
Charlie Brown é uma criação de Charles Schulz, de 1950. O maior fenômeno das histórias em quadrinhos é um menino fracassado, que não consegue conquistar uma garota, vencer um jogo de beisebol ou ter o respeito de seu cachorro, o beagle xereta e com postura de filósofo Snoopy. As historinhas originais exploram um divertido sarcasmo para mostrar a crueldade existente entre as crianças. Os adultos nunca aparecem nas narrativas. Na turma de Charlie Brown está seu melhor amigo Linus van Pelt, um garotinho inteligentíssimo que carrega um inseparável cobertor, e a terrível e sádica Lucy, irmã de Linus e que adora sacanear Charlie Browm segurando uma bola de futebol americano para ele chutar e sempre a retirando na última hora, fazendo-o acertar o ar. Num mundo competitivo onde a grande maioria está do lado dos perdedores, não há como não achar graça e se consolar com os fracassos do deprimido Charlie Brown.
Peninha
Primo do Pato Donald e sobrinho do Tio Patinhas, Peninha (Fethry Duck) é um atrapalhado jornalista que trabalha no diário "A Patada". Totalmente sem noção, ele vive se metendo em confusões que normalmente deixam maluco o primo Donald e causam bons prejuízos ao Tio Patinhas. Seu gato Ron Ron é outro que também sofre com as trapalhadas do dono, muitas delas provocadas pela sua busca a um estilo alternativo de vida. Criado por Dick Kinney e Al Hubbard, em 1964, Peninha foi um personagem imaginado para o público dos quadrinhos Disney fora dos Estados Unidos. No Brasil, onde virou um sucesso assim como na Itália, Peninha ganhou alguns engraçados alter-egos, como o Morcego Vermelho e Pena das Selvas.
Recruta Zero
Mort Walker inventou um personagem que tornaria-se um dos três mais populares de todo o mundo, publicado em quase dois mil jornais diariamente, segundo o King Features Syndicate. O Recruta Zero (Beetle Bailey) é o mais preguiçoso soldado já criado e ao tentar não fazer nada o maior tempo possível tornou-se um dos ícones mais engraçados no questionamento da autoridade. Sempre no meio de alguma confusão, seu objetivo principal é tirar uma soneca, na qual geralmente sonha em se dar bem com as garotas e cair fora do Exército. Seu principal antagonista é o Sargento Tainha, que tenta a todo custo, mas normalmente sem muito sucesso, manter Zero na linha.
Cebolinha
Sua primeira aparição foi em 1959 na revista Zaz Traz. Ele tinha mais do que cinco fios de cabelos espetados e não era possível saber que trocava o "r" pelo "l" quando falava, características que definiriam esse que é um dos mais populares e queridos personagens criados por Maurício de Sousa. Seu desejo de derrotar a invencível Mônica, a garota baixinha e dentuça dona de uma força incrível e de um coelhinho de pelúcia que usa praticamente como uma arma, faz Cebolinha criar uma série de divertidíssimos planos infalíveis, que sempre acabam fracassando. Nessas e noutras está quase sempre ao lado de seu melhor amigo Cascão, o garotinho que morre de medo de água. Além das aventuras com planos infalíveis, entre as mais engraçadas historinhas do Cebolinha estão aquelas em que ele encontra o Louco, um personagem totalmente non sense que leva o garotinho também à insanidade.
Zé do Boné
Quadrinho britânico criado em 1957 por Reg Smythe, Zé do Boné (Andy Capp) retrata um tipo beberrão, que não gosta de trabalhar, mulherengo e um péssimo marido. O personagem trouxe um humor ácido e corrosivo para as tirinhas diárias de jornais como o Daily Mirror, na Inglaterra, o Jornal da Tarde, no Brasil, e até mesmo o Izvestia, na então União Soviética. Segundo Álvaro de Moya, um dos mais respeitados especialistas em quadrinhos, "Zé do Boné" fez com que o choque de sexos fosse levado às últimas consequências. As tiradas sarcásticas sobre os problemas cotidianos, o mau humor do personagem central, que adora passar o dia enchendo a cara no bar e depois ir para casa atormentar sua esposa Flô, fizeram da tirinha uma das mais engraçadas e populares junto ao público adulto.
Mafalda
Mafalda é uma garotinha tagarela que não para de fazer críticas a quase tudo que observa no mundo, da política aos meios de comunicação, da guerra ao consumismo. Seus comentários sobre o comportamento humano são sempre irônicos e cheios de referências intelectuais, construindo historinhas a partir de traços simples mas com tiradas sempre muito bem humoradas e inteligentes. Mafalda é uma criação do argentino Joaquim Salvador Lavadio, mais conhecido como Quino.
Hagar
Ele é um viking e, como era de se esperar, parece ser um feroz guerreiro. Mas à medida que você o conhece percebe que Hagar, o Horrível, é um amoroso marido, ainda que relutante em aceitar a sogra, tirar o lixo ou ajudar nas tarefas domésticas, afinal ele é um viking! Sua voracidade por pilhar e saquear outras terras é a mesma que tem em relação às comidas preparadas por sua esposa Helga ou pelas bebidas que toma nas tavernas. Relutante pagador de impostos, está cercado por personagens tão engraçados quanto ele, como Eddie, o sortudo, um tipo gentil, medroso e um tanto burro, sua adolescente e bela filha Honi e seu brilhante filho Hamlet. Criação de Dik Browne, Hagar começou a ser publicado em 1973 e logo tornou-se uma das mais divertidas histórias em quadrinhos de todos os tempos.
Os Skrotinhos
Eles são tudo aquilo que o politicamente correto tenta varrer para debaixo do tapete. Grosseiros, sarcásticos, sexistas, amorais e por isso mesmo responsáveis por algumas das melhores historinhas de humor feitas no Brasil desde a década de 1980. Os Skrotinhos são uma dupla infernal que adora atazanar mulheres gostosas, artistas com papo-cabeça, executivos viciados, garçons solitários, músicos frustrados, gente engajada ou qualquer outro estereótipo da sociedade contemporânea. Criados por Angeli, eles fazem parte da turma do Chiclete com Banana que nos anos 80, lançou outros ícones dos quadrinhos como Meia Oito, o revolucionário frustrado, e seu fiel companheiro Nanico, o revolucionário gay, Rê Bordosa, a gótica junkie que pasava o dia na banheira se entorpecendo, Bibelô, o típico latin lover com muito amor e pouco cérebro sempre em busca de sexo, e Bob Cuspe, o punk cuspidor.
Garfield
Após passar a infância na fazenda cercado por mais de duas dúzias de gatos, Jim Davis criou nos anos 70 o desenho de um gato gordo, preguiçoso e que adora ver TV e comer lasanha. Em homenagem ao seu avô James Garfield Davis, ele deu o nome a sua criação de Garfield. As tirinhas, que começaram a ser publicadas em junho de 1978 em 41 jornais norte-americanos, em poucos anos tornaram-se um enorme sucesso. O segredo está no seu comportamento sarcástico e no seu divertido mau-humor ao lidar com situações tão humanas como a necessidade de emagrecer, o tédio, o ódio às segundas-feiras e seus problemas de relacionamento principalmente com seu dono, o fracassado Jon Arbuckle, e com seu fiel parceiro Odie, um cão idiota que vive sendo vítima das pegadinhas de Garfield.
Não fiz questão de enumerar por ordem de importância, até mesmo porque todos se equivalem, grandes obras de grandes gênios! Acho que o cascão por vezes era mais engraçado que o Cebolinha...Mas que seja.
Histórias em Quarinhos é uma arte também e merece respeito da sociedade. Com suas tiras sarcásticas e seu humor polivalente estes gênios encantam gregos e troianos, crianças e adultos, homens e mulheres.
Aos fãs de quadrinhos: Vocês conhecem!
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