O que esta sala virou hein? Um carrossel de Emoções!
O reality show que venho vivenciando no SENAI compartilha de características semelhantes com o de maior popularidade no Brasil, o Big Brother. Se acha que estou viajando pense bem no contexto:
Temos câmeras nos vigiando, discussões sobre assuntos "dialogáveis" em intensa escala de revolta humana, ou seja, extremismo de sentimentos, temos figuras das mais diferentes personalidades que entram em conflitos por coisas fúteis as vezes, panelinhas, prova da comida (quem vai ao mercadinho e volta a tempo, de corpo decansado e bucho cheio?), prêmios (caixa de bombons e réguas de dinossauros), Provas do líder (hoje aconteceu uma), prova do anjo (quem vai proteger quem nas discussões?) e é claro PAREDÕES (esse deveria ser o sobrenome de Jamile, Vanessa tadinha foi eliminada...brincadeirinha!).
Enfim, são algumas das muitas características que vem tornando o cotidiano um jogo de nervos. O que aconteceu hoje na sala foi mais uma prova de que muita gente não aprendeu muito do que Daniel passou.
Primeiramente falemos da aula, atividades de tradução e desembaralhamento de frases. A vigilância do "Big Brother Redes" está tão intensa, que em pleno horário de intervalo, vieram perguntar pra professora o que estavamos fazendo no pátio. Terminado o Intervalo tivemos uma grande discussão sobre o futuro de nossa amada salinha.
Primeiramente tive uma conversa com Nêssa que já demonstrando extremo estresse com toda a situação em torno do professor Marcos, problemas pessoais e pressão sobre a liderança, resolveu abdicar. A pergunta era quem ficaria no lugar dela ou se precisaria ficar alguém no lugar dela. Com toda sua autênticidade a Loira foi lá na frente e com a permnissão da professora, que acabou perdendo grande tempo de sua aula por isso, conseguiu expor toda sua indignação. Resultado? Um monte de críticas e uma gama de questionamentos.
O visívelmente mais exaltado, Marcos Paulo, resolveu expressar sua indignação também e neste exato momento eu mesmo me questionei se teria sido boa coisa ter incentivado a Loira ir lá na frente. Após pôr panos quentes nos animos exaltados da grande maioria, alunos e professora chegaram ao consenso de que seria bom sim, a escolha, desta vez VOTADA, de um novo líder. Felipe e Danielle um dos alunos que mais contribuíram para uma conversa e consenso mais maduro, seriam bons candidatos. No entanto Dani faz faculdade e tem dias faltosos, um pecado pra quem quer ser líder, já que dada a hipocrisia, o líder é o bode expiatório de todos. Quando alguém faz algo errado, tanto o líder quanto o professor são apontados como culpados : "Ah mas se o líder não da exemplo e o professor também, porque eu tenho de dar?" Correto sim.
No entanto sei observar que ninguém é alheio a erros e a defeitos. É difícil, nessa idade, jovens, sermos impecáveis em todos os quesitos. Ser impecável e exemplar não é obrigatório a ninguém, é opcional. Nossos exemplos devem ser nossos pais (pra quem teve os dois presentes), Deus e Cristo ( Pra quem tem religião). Quem sabe o que é exemplar, faz o certo, independetemente de quem faça ou não faça.
Mais uma vez uma mera opnião deste blogueiro que vos escreve.
A grande discussão terminou quando Felipe me propôs a idéia de ser meu vice-líder, pedindo para que me candidatasse a líder. Me lembrei de todas as discussões que tive com Jirleide em meus grupos de RI (relações interpessoais), de meu declínio nas matérias atuais e da minha falta de imposição certas vezes. Eu meio que titubeei. Só que reparei também na sala, tímida em idéias em sua maioria, tapada em comentários e contestações, silenciosa em candidatos. Quem teria perfil de líder? Na minha sincera opnião, lá na sala, ninguém.
Mas defeito e inexperiência nunca foi sinônimo de imcompetência, nem de declínio moral. Vi em Felipe alguém inteligente o bastante para se portar e com uma oralidade e postura suficientemente gabaritada para o cargo, com um vice-líder como ele, quem precisaria de Líder? Bem, ele pediu um, e entre muitos grandes líderes em potencial, que se escondem por razões pessoais que somente cada um pode dizer qual é, eu fui o escolhido por ele para compor a dupla. Poderia ser o contrario ele Líder e eu o Vice. Mas quis a opnião da maioria que fosse como foi, estava feito. Sem mais candidatos a ultima pergunta era: Aceita ou não? Sim, aceitamos. A maioria votou com os braços pra cima.
Alguns não gostaram, percebi. Percebo também que estes não compreenderam a real intenção da conversa. Queríamos soluções e contestações. Mas quem se calou, involuntariamente, consentiu. E assim terminou a aula. Não sei se fiz o certo em ter aceitado. Nem trato liderança de curso profissionalizante, atestado de grande coisa. É apenas uma figura de linguagem que denota a quem a tem, que ele tem responsabilidades e deveres a mais que qualquer outro aluno, que é muito provável que se estresse mais, mas que no entanto você pode ser uma ponte entre os acontecimentos da sala e as novidades da coordenação.
Espero que estejamos bem conversados sobre isso, que ao invés de problemas possamos encontrar soluções e que vejamos nos obstáculos, desafios que nos proporcionem "futuros mais aprazíveis".
A quem está disposto a mudar certas atitudes, parabéns, vocês conhecem.
A quem insiste em permanecer no erro, paciência, uns mais lentos, outros mais rápidos, mas a certeza de que inevitavelmente, devagar e sempre, um dia chegaremos lá.
Que amanhã tenhamos uma dia melhor, abraços a todos, obrigado pelas aprovações, tanto em meu nome quanto em nome de Felipe.
E vamo que vamo!
Vocês conhecem!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário